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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A trajetória do PCB e a presença do comunismo no Brasil




O protagonismo do "partidão" até o início dos anos 1960 foi o centro de um dos debates do Simpósio Internacional Esquerda na América Latina, que acontece na USP. Segundo o cientista político Milton Pinheiro, no eixo central que direcionou os comunistas no século 20 figuravam a questão nacional, o combate às mazelas sociais, a luta pela democracia política e o internacionalismo.
São Paulo – A atuação do Partido Comunista Brasileiro (PCB) até o início dos anos 1960 foi o centro do debate “O comunismo na história do Brasil”, que integra o Simpósio Internacional Esquerda na América Latina: História, Presente e Perspectivas, que acontece até esta quinta-feira (13) na Universidade de São Paulo (USP). A mesa, realizada na terça-feira (11), foi formada por Milton Pinheiro, professor de Ciência Política da Universidade do Estado da Bahia, Apoena Cosenza, mestrando em História Econômica, Frederico Falcão, doutor em Serviço Social, e Marly Vianna, professora-doutora em História Social pela USP.

Apenas Marly não se prendeu ao protagonismo do PCB. Ela enfatizou que não houve qualquer situação política, econômica ou social importante na história do país em que os comunistas não desempenharam papel de vanguarda: estiveram à frente em episódios como a luta pela paz, contra o imperialismo, em defesa da democracia e a favor da conquista de direitos sociais. No entanto, a professora questionou a “incrível capacidade de se dividir” da esquerda, propondo mais discussão e menos segregação e inimizade.

Os outros três palestrantes preferiram destacar que o PCB foi hegemônico na presença do comunismo no Brasil até o fim dos anos 1950. Milton Pinheiro ressaltou que tal presença surgiu entre o fim dos anos 1910 e o começo dos anos 1920, como uma necessidade histórica dos trabalhadores de elaborar um programa político metodológico e romper com o anarcossindicalismo vigente na época. Estimulado pela Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, o PCB nasceu com a noção de internacionalismo como característica fundamental. Segundo o professor, no eixo central que direcionou os comunistas no século 20 figuravam a questão nacional, o combate às mazelas sociais, a luta pela democracia política e o internacionalismo.

Apoena Cosenza focou sua apresentação na repressão governamental sofrida pelo PCB entre 1922 e 1935. O mestrando em História Econômica lembrou o cerco à Coluna Prestes e o estabelecimento de uma política nacional de repressão, que resultou no fechamento de sedes do partido e sindicatos durante o governo de Washington Luís e em delegacias espalhadas pelo país com a função quase exclusiva de impedir manifestações operárias, durante o governo de Getúlio Vargas, entre 1933 e 1935.

Frederico Falcão falou sobre as ações do PCB dos meados dos anos 1940 ao início dos anos 60, mesmo período de que trata seu livro Os homens do passo certo, sobre as escolhas políticas do partido antes e durante a ditadura militar. O autor destacou principalmente o processo de radicalização pelo qual o PCB passou em 1948, muito em razão do Pacto de Varsóvia. A influência de Nikita Kruschev e a busca pela revolução democrática burguesa por via pacífica, como etapa para a sociedade comunista, geraram muitas críticas ao partido, fazendo com que novas forças de esquerda surgissem a partir de 1960.

Após as apresentações, as questões dirigidas aos palestrantes giraram em torno da questão do “etapismo” como estratégia política do PCB e das perspectivas para o comunismo nos dias atuais.

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domingo, 8 de julho de 2012

Expectativa do PCdoB/CE é dobrar número de prefeitos e vereadores

Finalizado o período pré-eleitoral para a realização das convenções municipais, o PCdoB/CE faz o balanço de sua participação nas próximas eleições. O objetivo do Partido no Ceará é dobrar o número de comunistas nas Prefeituras e Câmaras Municipais.

Após a realização de mais de 140 assembleias municipais, o PCdoB no Ceará faz o balanço dos candidatos que disputarão as eleições deste ano. O Partido apresentará candidaturas próprias que disputarão a Prefeitura em 22 cidades; 17 comunistas comporão chapas como Vice e cerca de 600 candidatos concorrem ao cargo de vereador.

Para Abel Rodrigues, Secretário de Organização do PCdoB/CE, este é um momento decisivo para o Partido no Ceará. “Todos esses números comprovam o crescimento que o PCdoB alcançou no Estado. Muitos desses candidatos têm claras chances de vitória, pois estão muito bem posicionados e com grande aceitação em suas cidades”, ratifica.

Além de Fortaleza, onde o Senador Inácio Arruda desponta como o candidato que está à frente nas pesquisas, o PCdoB também tem a preferência do eleitor em Maranguape, Crateús, Potengi, Farias Brito e Graça. Além dessas cidades, há grandes chances de vitória ainda em Aquiraz, Paracuru, São Benedito, Santana do Acaraú, Ipu, Novo Oriente, Jardim, Jati e Ibaretama. Atualmente o Partido administra 5 prefeituras e a expectativa é dobrar o número de gestores comunistas.

Também nas eleições proporcionais, o objetivo do Partido é dobrar o número de vereadores (as). Cerca de 600 candidatos disputarão as eleições para as Câmaras Municipais. Atualmente o PCdoB tem 62 vereadores e a expectativa da direção do Partido é eleger entre 120 e 130 parlamentares no Estado.

Coligações

Em Fortaleza, o PCdoB apresenta chapa própria. A homologação da candidatura de Inácio Arruda e Chico Lopes foi confirmada na convenção municipal realizada no último sábado (30/06). Já nas demais cidades do Estado, o PCdoB terá apoio e se coligará com outras legendas.

Das 10 maiores cidades do Ceará, o Partido apresentará dois candidatos: Fortaleza e Maranguape - e manterá aliança com PSB, PMDB, PT e PR. “Basicamente estamos coligados com os partidos que fazem parte da base aliada tanto do Governo Dilma, quanto no de Cid Gomes”, ressalta Rodrigues.

“Estamos otimistas com o resultado nas urnas. Apresentamos um bom ‘plantel’ de candidatos com boas chances de vitória. E a população cearense tem recebido nossas opções de nomes de forma bastante positiva”, avalia.

De Fortaleza,
Carolina Campos

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